Solar Conde de Porto Alegre

Por: gasometro

out 28 2011

Categoria: Centro

Aqui funcionou o DOI-CODI - Foto: Cesar Cardia

O imóvel foi residência do Conde e seus descendentes até 1932, quando foi vendido ao Governo do Estado, sofrendo reformas que lhe conferiram o estilo neoclássico que tem até hoje. Desde então, abrigou diversos serviços como o Departamento de Política do fatídico DOI-CODI. Finalmente, em 1979 torna-se patrimônio histórico, cultural e paisagístico da capital.

O Solar do Conde de Porto Alegre

Localizada na esquina da Rua Riachuelo com General Canabarro, a edificação foi a moradia de Manoel Marques de Souza, o Conde de Porto Alegre, importante personagem ligado à história oficial da Cidade e do Estado no século XIX. Atuou na Revolução Farroupilha pelo Império, foi Comandante do Exército da Província na Guerra do Prata, Deputado Geral do Rio Grande do Sul, Conselheiro da Coroa e Ministro da Guerra, entre outros títulos.

O Solar foi construído por volta de 1855 e apresentava características da arquitetura colonial portuguesa, como aberturas em caixilho e arco abatido de madeira, cobertura de telhas em capa e canal, camarinha no eixo da fachada principal, mescladas à influência no Neoclassicismo em voga no Império (platibanda e pilastras na fachada principal).

Em 1933, sofreu uma reciclagem de uso, passando a ser o Quartel General do Corpo Policial “Ratos Brancos”. O prédio recebeu alterações em sua configuração original, principalmente na volumetria (supressão da camarinha), aberturas externas (substituição de esquadrias em arco abatido por verga reta) e tratamento de fachadas, atualizadas para a linguagem arquitetônica do Neoclássico tardio. Ainda nesta período, foi construído o primeiro Necrotério da cidade, ao lado do prédio principal, também caracterizado pela vigência do Ecletismo historicista naquele período.

O Solar hoje

O Solar é atualmente a Sede do IAB-RS – Instituto dos Arquitetos do Brasil, que já restaurou a parte do prédio ocupada pela entidade. Discutir assuntos relacionados à arquitetura, cultura e urbanismo, em “fórum permanente” é o objetivo da Sede do IAB-RS, atuando como um elo de ligação entre a sociedade, as prefeituras e empresas, buscando promover a “revitalização dos centros históricos e culturais” nas diversas regiões do estado, contribuindo para o resgate da memória e desenvolvimento da nossa cultura.

Entre as décadas de 60 e 80, a antiga sede do IAB-RS foi palco para a efervescência cultural da cidade. Lá, o público teve o prazer de assistir palestras com grandes nomes nacionais e internacionais (Umberto Eco), viu nascer talentos da música e da interpretação (Tangos e Tragédias, Teatro de Bonecos “Cem Modos”), além de reservar espaço para as exposições de artistas plásticos iniciantes e consagrados (Xico Stockinger, Ado Malagoli, Décio Pignatari, Manabu Mabe entre outros). Estes eventos ocupavam 80% do espaço anterior.

No solar, esta mesma reserva para a parte cultural chega a 90%, totalizando 2.030m² e necessita de uma restauração total:

1. Auditório – 150 lugares – 235m²

2. Salão para Eventos – 170m²

3. 2 Salas de cursos – 20 lugares – 50m²

4. Bar e Terraço – 150m²

5. Salas de cursos e Reuniões – 45 lugares- 60m²

6. Espaços de Apoio e Serviço – 440m²

7. 8 salas de Exposição – 300m²

8. Atelieres e Oficinas de Arte – 245m²

9. Departamento do IAB (já restaurado) – 330m²

10. Biblioteca e Videoteca (Cdteca e CD ROMteca) – 50m²

 Fonte: página do IAB/RS

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